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Adeilson Salles

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28/04/2006 16:21
ATIRE A PRIMEIRA PEDRA QUEM NÃO SENTE TESÃO

A semana passada um fato nos chamou a atenção que foi o caso da universitária de Marilia que teve fotos suas divulgadas na Internet fazendo sexo com dois rapazes.
Ela precisou sair da faculdade escoltada pela PM, pois seus colegas de universidade achincalhavam a jovem de todas as formas.
Segundo o insigne psicanalista Carl Gustav Young aproximadamente 95% das pessoas sofrem de conflitos sexuais.
Acreditamos que cada um deve responder a própria consciência o que faz em sua vida particular.
Mas certamente boa parte daqueles que se aglomeravam na porta da sala de aula da estudante usaram o fato como imagem excitante para extravasar seus desejos enrustidos e seus conflitos sexuais.
Muitos sonharam estar no lugar dela, outros sonharam estar no lugar dos rapazes.
A criatura humana como sempre, tem enorme capacidade de mergulhar na vida alheia, mas é incapaz de se auto conhecer, pois tem medo do que vai encontrar dentro de si mesma.
Na verdade devemos nos perguntar: “Somos melhores do que ela?”
Lembremos aqui daquela famosa passagem do novo testamento quando Jesus afirma: “Quem estiver sem pecado, que atire a primeira pedra”.
A hipocrisia é algo terrível em nosso comportamento.
Muitos acharam uma bela sacada da jovem para se auto promover e ficar famosa, já que hoje em dia felicidade para algumas pessoas é ficar famoso.
O que fazer?
Somos essas criaturas, o cravo da censura para os outros, a liberdade dos desejos desenfreados para nós.
Enquanto não aprendermos a respeitar os erros alheios, não seremos verdadeiramente honestos.
Analise a si próprio, você sabe das suas tendências.
Temos condições de atirar pedras na jovem estudante?
Quando erguemos nossas mãos para apedrejar, estamos apedrejando a nós mesmos, pois ainda transitamos na faixa da delinqüência mental.
Muitos têm o cérebro entre as pernas, e o órgão sexual sobre o pescoço.
Fatos como o que aconteceu ganham grande projeção na mídia por venderem muito jornal, ou por gerarem audiência.
Isso acontece porque o sexo é um bom produto mercadológico, isso acontece porque cerca de 95% das pessoas sofrem realmente de conflitos sexuais e ficam excitados com noticias dessa natureza.
Ninguém pode condenar ninguém, o que deveríamos fazer é evitar o julgamento e a condenação das pessoas.
Nosso senso de justiça é do tamanho do nosso desprendimento sexual.

enviada por Adeilson Salles



01/04/2006 16:10
O CÉU É O LIMITE

Nos últimos dias estamos acompanhando a determinação do cosmonauta brasileiro Marcos Pontes, e sua luta por realizar seu sonho.
Desde menino ele projetou e planejou essa conquista.
Mais do que um fato importante para os cientistas brasileiros, a realização do sonho de Marcos Pontes é a prova cabal de que tudo é possível aquele que trabalha para concretizar o que deseja.
Neste exato momento Marcos Pontes está em órbita da Terra.
Ele deve se lembrar de toda trajetória de vida que foi obrigado a fazer para poder ficar por oito dias no espaço.
Determinado, ele não olhou para os lados, jamais tirando os olhos do objetivo.
A vida é assim, sempre presenteia aqueles que acreditam nela.
Seja qual for o sonho que acalentas em seu coração, jamais desista dele, pois sua vitória é certa.
Marcos Pontes está no espaço, onde você está agora?
Preparando o seu vôo, ou impedindo que os outros voem?
Algumas pessoas não tem coragem de voar, mas portam-se como ancoras atrasando os passos alheios.
Não ascendem à própria luz, todavia buscam apagar o brilho alheio.
Deus dotou todos os seus filhos com a capacidade de empreender o vôo que desejarem.
Dentro de você existem asas divinas que podem lhe alçar aos céus, basta que você se esforce para tal.
Quando lutamos por nossos objetivos, quando auxiliamos as pessoas em seus vôos, estamos alçando vôos perenes em direção ao amor.
Voe o mais que puder, voe sempre, você é capaz.
Muitos observam a conquista de Marcos Pontes, pelo aspecto patriótico, mas na verdade observamos a conquista de um homem, como eu e você, um homem que simplesmente acreditou em sua capacidade.
Um homem que desde cedo descobriu as asas divinas que tinha em sua alma.
A vida está passando, voe, voe em direção aos seus sonhos, mas não se esqueça que o vôo verdadeiro só pode ser empreendido por você.
Não exija que as pessoas voem ao seu lado, cada um de nós tem seu tempo certo para amadurecer e voar.
Saber respeitar o tempo alheio é sinal de sabedoria.
E então?
Vamos voar?
Ou vais continuar ai parado, queixando-se da vida?
Está na hora de agir e acreditar, são essas as asas que lhe alçarão aos céus.
Portanto, feliz vôo para você.
Para pessoas especiais, o céu é o limite.

enviada por Adeilson Salles



23/03/2006 10:14
SAÚDE E PERDÃO

Várias pessoas experimentam moléstias orgânicas geradas por problemas emocionais.
Não se dão contas de que os desequilíbrios íntimos, as dores da alma, causam distúrbios e problemas físicos.
Muito comum encontrarmos enraizado no psiquismo daqueles que não encontram diagnóstico para os seus males, problemas passados e mal resolvidos, que podem remontar a infância ou até mesmo a vidas passadas.
Ali é alguém que experimenta dor de cabeça diária, acolá é o outro que sofre de insônia há anos e com isso tem toda sua estrutura emocional comprometida. Mais além, outro é envolvido por angústia diária a lhe roubar a paz.
Não é regra geral, mas a grande maioria tem dentro de si lixos emocionais, sentimentos corrosivos da alma tal como mágoa, rancor, orgulho ferido, insatisfação com o relacionamento.
Pessoas há que vivem em seus relacionamentos um verdadeiro festival de mascaras, pois representam vários personagens, menos elas próprias.
Com isso violentam-se absurdamente, procurando fazer os outros felizes, com exceção delas mesmas.
Pessoas assim precisam ter a coragem de se assumir perante si mesmas, conseqüentemente para o mundo.
Existem também os casos de problemas vivenciados na infância, que na fase adulta transformam-se em fantasmas emocionais, impedindo a criatura de viver em paz.
Pais violentos e castradores, educação mal conduzida, desavenças na família, desprezo, abandono, etc...
A pessoa cresce carregando dentro de si todas as mágoas acumuladas no período infantil.
O tempo passa e ela não percebe que foi amontoando lixos e fantasmas dentro de si.
Esse comportamento torna a criatura frágil e medrosa emocionalmente, insegura.
É importante que busquemos uma renovação mental pela prática do perdão e do auto perdão.
Perdoar as pessoas que tenham nos arrojado nesse processo desastroso, e auto perdoar-se é medida salutar para a continuidade da vida.
O perdão em qualquer circunstância é preciosa terapia para o espírito.
Fica claro com essa constatação, que devemos nos livrar desses lixos emocionais acumulados ao longo dos anos.
Precisamos partir para uma assepsia urgente em nosso psiquismo.
Modificar o panorama mental, criar novos hábitos, elevar o teor do que pensamos é obter a cura de muitos males.
Quando aqueles pensamentos angustiantes envolverem sua mente, ocupe-se com alguma atividade prazerosa, leia um bom livro, faça longas caminhadas, use o poder da prece, a oração pronunciada pela alma, não aquela repetição declamada pela boca.
Perdoe sempre, deixe que a lama que lhe atirem suje apenas as mãos do agressor.
Seja feliz!



enviada por Adeilson Salles



16/03/2006 19:13
QUANDO UM BURRO FALA...

Um dos mais difíceis comportamentos é saber ouvir as pessoas.
A rigor, estamos sempre envolvidos por um turbilhão de pensamentos e sentimentos, e poucas são as vezes que nos detemos a escutar os nossos interlocutores.
Ouvimos as pessoas com muita atenção, quando o assunto nos interessa.
Desejamos receber atenção, mas somos rebeldes para dar atenção às pessoas.
Isso também acontece com os fatos e sinais da vida que ocorrem em nosso derredor.
Os sinais são claros, os avisos são muitos, mas raramente ouvimos o que a vida quer nos dizer.
Fato interessante ocorre em alguns lares, os membros de uma mesma família portam-se de maneira muito distante uns com os outros.
O pai não ouve o filho, mas deseja, ser obedecido.
Não aceita contestação, não aceita que o filho pense por si mesmo.
Alguns pais querem determinar o tipo de vida que os filhos devam ter, e para a instalação das dissensões e brigas domésticas, querem se intrometer na vida dos filhos.
Sob a alegação de que só querem o bem de seus rebentos, não permitem que os filhos amadureçam, muitas vezes através das lágrimas necessárias e saudáveis.
O CVV, Centro de Valorização da Vida, presta relevante serviço à sociedade, treinando e mantendo plantonistas para ouvir os corações aflitos.
Perceba que é preciso treinar as pessoas para ouvir e não interferir no problema do necessitado. Permitindo assim, que aquele que pede ajuda sinta-se amparado, mas resolva a própria vida.
Quantos não estão solitários dentro do próprio lar.
Não obstante a família consangüínea seja numerosa, poucos são aqueles que mantém um dialogo sincero e sabem ouvir os seus pares.
Esposas solitárias, maridos autoritários.
Maridos compreensivos, esposas alienadas.
São muitos os dramas, mas no cerne de todo rompimento, seja ele qual for, está o mutismo destruidor que leva a pessoa a solidão, mesmo que esteja rodeada pelos outros.
Quem ouve mais, tem menos chance de errar.
Ouvir é uma arte.
Quem ouve mais, aprende mais.
Quem ouve mais, acaba por conhecer melhor as pessoas.
E por fim, quem ouve mais fala menos bobagem.
Somos mestres em julgar precipitadamente as pessoas.
Nem acabam de nos contar o assunto, já temos o veredicto pronto.
Quanto mais ouvirmos educadamente as pessoas, mais respeito estaremos demonstrando pelo nosso interlocutor.
Sem esquecer que no momento em que queremos falar, desejamos que prestem atenção em nossas palavras.






enviada por Adeilson Salles



09/03/2006 13:09
A MUSICA E A SAÚDE

Salzburgo (Áustria), 8 mar (EFE).- A música clássica pode ter um efeito positivo contra a dor, especialmente a de origem reumática, afirma o especialista austríaco Guenther Bernatzky, diretor de um projeto da Universidade de Salzburgo.
"A música ajuda contra a gota", sustentou já em 1773 o médico Petrus Van Swieten, lembrou o analista que expôs sua teoria, confirmada por estudos práticos, num congresso farmacêutico que acontece até 10 de março em Saalfelden, no estado federado de Salzburgo.
O cientista examinou 65 pacientes que sofriam de dor nas costas e recomendou a 32 deles que todas as noites escutassem música relaxante durante 25 minutos, enquanto que o grupo das 33 pessoas demais apenas recebeu os tratamentos habituais de fisioterapia.
Todos os pacientes deveriam indicar o grau de dor que sofriam numa escala de 10 a 0 pontos, e, entre os que receberam o tratamento musical, as queixas caíram em três semanas de 6,5 a 3,5 pontos, enquanto que no outro grupo a queda foi apenas de 5,9 a 5,3.
Também houve considerável melhora nos transtornos do sono sofridos por parte daqueles que escutavam música.
Segundo expôs o idealizador da pesquisa, há resultados parecidos de estudos anteriores em pacientes hospitalares submetidos a uma intervenção cirúrgica que foram submetidos à terapia musical durante o transporte à sala de cirurgia e imediatamente antes da operação.
Nesses pacientes, a duração da estadia no hospital diminuiu de quatro a cinco dias e as despesas por remédios se reduziram em 50%.
Como qualquer remédio, a música precisa de posologia adequada, e é preciso reparar os efeitos secundários, por isso, deve-se distinguir pacientes que necessitam de música relaxante e os que necessitam do efeito contrário, acrescenta o pesquisador.
Enquanto a música que relaxa ajuda contra a dor e o medo, os doentes de Parkinson podem ter melhorias na capacidade motora com músicas que os acordarem.
A notícia acima transcrita na integra para os leitores desta coluna, demonstra mais uma vez o quanto somos afetados pelas vibrações exteriores, principalmente quando nos fixamos nelas.
Portanto, devemos tomar cuidado com tudo que nos chega aos ouvidos.
Cuidado com a fofoca, a maledicência.
Cuidado com as pancadarias verbais geradas pelas discussões inúteis.
Saúde tem ligação direta com as energias que nos chegam do mundo exterior, assim como nosso bem estar íntimo depende também do que geramos e emitimos para o mundo exterior.
Pense nisso e seja feliz!

enviada por Adeilson Salles



01/03/2006 22:01
COLECIONADORES

Existem pessoas que costumamos chamar de colecionadores.
Alguns abastados colecionam carros antigos, outros colecionam selos, quadros, outros ainda deleitam-se com moedas antigas.
Aficionados da música inebriam-se com os antigos discos de vinil, compacto simples, long play, etc...
Na verdade todos colecionamos algo.
Existem pessoas que gostam de colecionar a vida alheia, passam horas e horas em suas calçadas colecionando quem entra e quem sai da casa dos vizinhos, colecionam fofocas, juntam maledicência.
Existem também os colecionadores de magoas, aqueles que se aborrecem com tudo, se melindram com facilidade.
Alguns preferem colecionar a inveja, estão sempre prontos a denegrir as conquistas alheias.
Tem gente que coleciona pessimismo, pois o horizonte de suas vidas está sempre carregado de nuvens negras.
Em contrapartida existem pessoas que colecionam amigos.
Alguns ícones da humanidade que nos servem de exemplos gratificantes como Chico Xavier, Mahatma Ghandi, Madre Teresa e outros, são colecionadores de virtudes.
Não temos como reter em nossas mãos definitivamente, apetrechos materiais, os colecionadores apenas cuidam de maneira passageira e prazerosa das coisas materiais que lhes agradam.
Todavia colecionar sentimentos é muito mais sério, pois o que sentimos e juntamos dentro de nós é o que determina nossa qualidade de vida.
Colecionar vidas alheias na prática da maledicência, é sinal claro que o colecionador de vidas alheias, não está feliz com a própria vida.
O que colecionarmos materialmente vai ficar por aqui quando partirmos desse mundo, mas o que colecionarmos em nosso coração revelado por nossas atitudes irá conosco aonde quer que estejamos.
O que estamos colecionando em nosso coração?
Amigos ou inimigos?
Cuido da minha vida ou coleciono vidas alheias?
Mais uma vez fica claro que temos enorme dificuldade em cuidar de nós próprios, pois sem que percebamos acabamos por nos intrometer na vida das pessoas.
Colecionar esforços para corrigir a própria conduta, colecionar respeito para com os outros, colecionar sinceridade em nossas palavras, colecionar amor em tudo que fizermos.
Já que a boca fala do que o coração está cheio, nossas palavras revelam os sentimentos que colecionamos em nossa alma.
Envidemos esforços para colecionar amor, pois só assim o amor nos levara a fazer parte da coleção daqueles que tem o habito de colecionar amigos.


enviada por Adeilson Salles



25/02/2006 00:20
COBRANÇA AFETIVA

Não existe nada mais chato do que receber cobrança. Você concorda?
Escrevo esta semana sobre outro tipo de cobrança que as pessoas fazem, não as financeiras.
Falo das cobranças de atenção, de amor, de afeto.
Cobrar sentimentos e atenção das pessoas é muito desagradável.
Corre-se o risco de experimentar terríveis sofrimentos e amargar decepções.
Por vezes cobramos dos outros, o que nós próprios ainda não podemos ofertar.
As relações sinceras e honestas devem fluir naturalmente, nada de forçar a barra.
Nada de querer que as pessoas gostem da gente, do jeito que nós gostamos delas.
Se cobramos afeto e atenção, na verdade estamos querendo trocar, barganhar.
Sentimento sincero não é mercadoria de troca.
Ele brota em nosso coração naturalmente, tranqüilamente.
Podemos considerar a cobrança de sentimentos e atenção, como enfermidade da alma.
Os sentimentos que podemos ofertar as pessoas, são aqueles que já amadureceram dentro de nós através de relacionamentos honestos e equilibrados, isso leva tempo.
Não se pode dar o que não se tem.
Às vezes as cobranças escondem o ciúme e o desejo de tomar as pessoas para nós, como mercadorias.
O que pode ser mais gostoso do que ouvir de alguém: “Vim aqui lhe ver porque estava morrendo de saudade”.
É bem melhor do que exigirmos a presença das pessoas em nossa vida.
As cobranças ao longo do tempo, vão gerando a antipatia das pessoas para conosco.
E certamente a solidão será o destino daqueles que exigem respeito e carinho.
Se a cobrança financeira é desagradável, a afetiva é bem pior.
A pessoa feliz é mais desprendida com relação à posse material e a liberação daqueles que afirma amar.
Libertar afetivamente é amar sem cobrar, é dar amor sem exigir amor.
A cobrança afetiva denota acima de tudo, nossa condição de obsessores uns dos outros.
A cobrança afetiva é uma corrente invisível que aguilhoa o coração imaturo, aos grilhões pesados do amor posse.
Aquele que se acha no direito de cobrar atenção dos outros vive infeliz, pois se acredita um eterno credor da atenção alheia.
Um dia teremos adotado em nosso comportamento a postura de que todas as pessoas fazem parte da nossa família.
Com isso entenderemos a necessidade de sermos solidários uns para com os outros.
Assim extirparemos de nosso coração o amor posse, que nos transforma sem que percebamos em criaturas solitárias.



enviada por Adeilson Salles



22/02/2006 13:35
MUDANDO O MUNDO

Aceitar as diferenças, eis uma grande dificuldade.
Compreender que todos são livres para pensar o que quiser é muito difícil.
Quando ouvimos alguém dizer: “Fulano falou tal e tal coisa de você”
Se o comentário a nosso respeito foi bom, regozijamo-nos, se o comentário foi desairoso, sentimo-nos profundamente atingidos.
Como fera ferida ficamos a espreita para aguardar o melhor momento para colocar tudo em pratos limpos.
Nosso orgulho não admite que existam pessoas que não simpatizem conosco.
Cá entre nós, somos pessoas difíceis no trato com o próximo.
Não existe e nunca vai existir unanimidade, é ilusão desejarmos agradar a todos.
Mas o que acontece de pior, é que muitas vezes não conseguimos convencer nem mesmo aqueles que convivem conosco.
A que se deve essa situação?
Aquela colocação de Jesus: “Ninguém é profeta em sua própria casa”, é aplicada nessa situação.
A família ou o circulo de amigos onde estamos inseridos, reluta para aceitar nossos valores, nossas virtudes.
Se a palavra vem de um estranho, ela ganha contornos de profunda verdade, se parte de nós a sábia colocação, raramente a opinião é aceita.
Devemos aceitar as pessoas como elas são, nós não temos a capacidade de mudar a quem quer que seja.
Podemos mudar a nós próprios, e isso deve nos bastar.
Não podemos mudar os ignorantes, mas podemos ignorá-los, sem no entanto despreza-los.
Não podemos mudar os violentos, mas podemos promover a paz.
Não podemos sofrer no lugar daqueles que amamos, mas podemos caminhar ao lado, amparando e incentivando.
Não podemos mudar os pessimistas, entretanto, podemos sorrir para eles.
Não podemos vencer a morte, todavia, podemos amar e valorizar a vida.
Não podemos comprar o amor de ninguém, mas podemos dar amor sempre, sem olhar a quem.
Não podemos segurar a lágrima que rola em nosso rosto, mas podemos aceitá-la como lição preciosa.
Não podemos remover todas as montanhas, mas podemos contorná-las com a força da fé.
Não podemos evitar o abandono, mas que ele não parta de nós.
Não podemos mudar as pessoas, mas podemos mudar a nós mesmos, com isso, estaremos promovendo a mudança do mundo, a partir de nosso coração.




enviada por Adeilson Salles



15/02/2006 13:29
O AMOR

Uma palavra ou um simples sorriso pode fazer a diferença na vida daqueles que se encontram desesperados.
Uma atitude gentil, um abraço apertado, um olhar de ternura, um muito obrigado.
Gestos simples, mas extremamente necessários para uma vida mais feliz.
O que nos leva na maioria das vezes ao sofrimento, é a valorização excessiva da posse das coisas materiais em detrimento das pessoas.
Precisamos ser mais desprendidos de tudo, precisamos ser mais fissurados nas coisas simples, nos corações que convivem conosco.
Luta-se muito tempo para se atingir uma posição social de destaque.
Depois, se passa a vida inteira lutando para se provar e manter a posição social atingida.
O sucesso é muito importante, não duvidamos, mas o melhor êxito que podemos alcançar é a capacidade de ser feliz.
Para isso, basta sonhar, basta amar.
O dinheiro compra felicidade efêmera e passageira, felicidade que enferruja.
O amor proporciona felicidade constante, bem estar legítimo, felicidade que não enferruja.
A vida de hoje é uma luta permanente para se chegar à felicidade que perece com o tempo.
A felicidade não pode ser vista nem comprada, ela só pode ser sentida e vivenciada.
Dizem que o dinheiro não trás felicidade, mas ajuda.
O dinheiro veste o corpo, transporta-o sobre rodas luxuosas, abriga-o em suntuosas moradias, leva-o para lugares distantes, mas não compra corações, não tem o poder de comprar o amor.
O dinheiro dá prazer, mas não dá a qualidade de vida que só o amor oferece.
O dinheiro enche nossos olhos, mas não faz transbordar o nosso coração de ternura.
Já o amor verdadeiro leva o homem a transcender-se, a experimentar a própria essência espiritual, sua herança divina, seu DNA celestial.
O amor enriquece o pobre, da legitimidade a riqueza do rico, pois não o ensoberbece.
O amor torna todos os homens iguais.
Tudo passa, dinheiro, posição social, o que permanece imperecível, incorruptível é o amor.
O amor não tem religião, pois ele é a única religião sob a qual os homens se abrigarão um dia.
O amor não reencarna e nem ressuscita, ele é vida constante, ele é imortal.
O amor não tem raça, não tem sexo, não tem cor.
O amor não tem preferência futebolística, um dia ele será cantado por todas as torcidas.
O amor é a felicidade.
O amor é Deus.


enviada por Adeilson Salles



09/02/2006 11:01
ANSIEDADE

A ansiedade é um dos grandes males que alimentamos em nosso comportamento.
É muito difícil ter paciência e aguardar os acontecimentos seguirem seu curso natural, principalmente quando estamos envolvidos diretamente no processo.
Conheço pessoas que mal acabaram de pagar o aluguel do mês, e já estão aflitas com o mês seguinte.
Vivem antecipadamente as angústias que a mente invigilante elabora, preocupam-se com algo que vai crescendo dentro delas.
Esse comportamento faz com que a pessoa deixe de viver o presente, e o pior, viva um futuro fictício que ela mesma elabora.
Com isso, o ansioso perde qualidade de vida, entregando-se a ansiedade destrutiva e mórbida.
Já ouvimos várias vezes o conceito: “A cada dia basta o seu próprio mal”.
A ansiedade é inimiga da paz, a ansiedade aflige, desespera, angustia.
Ser ansioso é viver em constante expectativa por algo que muitas vezes só existe dentro da nossa cabeça.
Outro dito popular que exprime muita sabedoria em sua essência é: “O que é do homem o bicho não come”.
Devemos lutar constantemente pela realização de nossos desejos, todavia, toda conquista necessita do concurso do tempo para se realizar.
Se contrapondo a essa verdadeira enfermidade que é a ansiedade está a paciência.
Ser paciente é uma ótima receita de saúde, pois a ansiedade provoca a insônia e outras doenças emocionais desagradáveis.
O ansioso só enxerga os seus interesses e dificilmente consegue vislumbrar as outras oportunidades que a vida oferece.
O ansioso fica como hipnotizado pelo fato que aguarda acontecer, e não enxerga que o que ele espera pode não ser tão bom assim.
Outro agravante que a ansiedade trás é a frustração, quanto maior é a ansiedade, maior a frustração, caso não se alcance o que se deseja.
Esse é o tipo de mal que cabe a cada um debelar da própria conduta.
Mas vai uma dica: A ansiedade não ajuda nunca, pelo contrário, ela nos infelicita hoje.
Tenha paciência e seja feliz!




enviada por Adeilson Salles



09/02/2006 10:59
SURPREENDENDO A MORTE

A morte é a maior demonstração de nossa transitoriedade nesse mundo.
Diante dela sentimo-nos frágeis, impotentes, vulneráveis.
Difícil não é lidar com a nossa própria morte, mas sim, enfrentar a separação daqueles que amamos.
Principalmente quando contemplamos o corpo inerte de um filho ou de nossa mãe.
Na verdade, a morte é um grande convite da vida para avaliarmos o que estamos fazendo dela.
Mergulhados na vida material, passamos a maior parte do tempo, extasiados pelos prazeres que a vida física nos oferece, com isso, cultivamos hábitos desagradáveis, guardamos e alimentamos sentimentos infelizes.
Desejamos conquistar, ter, possuir, juntar.
Queremos tudo para nós, até mesmo aqueles que amamos desejamos possuir.
Somos na verdade criaturas deseducadas para o amor, confundimos amor com posse.
Com nossa mente, orbitando na maioria das vezes em torno do próprio umbigo, desejamos ser servido, raramente queremos servir.
Acumulamos lixos emocionais em forma de rancor e mágoas, transformando nossa mente em enorme caçamba de detritos psíquicos.
Esse comportamento contribui sobremaneira para turvar as nossas percepções e nossos olhos.
Tudo nos mágoa e aborrece, uma simples contrariedade pode transformar-se em mais um lixo emocional a ser acumulado.
E o tempo vai passando, e vamos deixando de lado as coisas mais simples, os prazeres da alma que nos fazem verdadeiramente felizes.
O lado mais cruel da morte não é a separação, mas o sentimento de que poderíamos ter feito mais pelo ente querido que retornou.
Fica sempre aquela sensação de que deveríamos ter falado do nosso amor, da importância daquela pessoa em nossa vida.
Perdemos muito tempo acumulando sentimentos putrefatos em detrimento das manifestações afetivas.
E quando a morte chega à dor e o desespero se instalam em nossos espíritos frágeis e infantis.
Por isso é urgente que surpreendamos a morte, antes que ela nos surpreenda.
Valorizemos as coisas simples, nossos relacionamentos, nossas amizades.
Vamos olhar mais nos olhos uns dos outros, vamos abraçar mais, beijar mais, amar mais.
Vamos fazer uma faxina mental através do perdão, atiremos fora de nossa mente e do nosso coração o rancor e a mágoa.
Não nos esqueçamos que o cultivo desses sentimentos ruins em nossa alma, traduzir-se-á no futuro em doenças degenerativas.
Portanto mãos a obra, deixemos que o amor fale por nós e através de nós.
E no dia em que morte vier nos buscar, ou levar alguém que amamos, que ela se surpreenda ao nos encontrar extenuados de tanto amar.
Sabemos que estamos aqui de passagem, tomemos nossa vida em nossas mãos e amemos cada vez mais.






enviada por Adeilson Salles



02/02/2006 01:24
SOLIDÃO VIRTUAL

Hoje em dia é impossível alguém ficar isolado, sozinho.
São tantas as novidades e os meios de comunicação que a solidão parece ser coisa do passado.
A maneira pela qual as pessoas se comunicam são as mais variadas.
Eu poderia enumerar algumas como: MSN, torpedos, skype, e-mails, celular, orkut e etc...
Através dos recursos atuais as pessoas podem comunicar-se instantaneamente com todas as partes do mundo.
Já ouvi falar até mesmo de pessoas que se casaram, após um grande período de envolvimento virtual.
Outras pessoas se envolveram em grandes confusões reais, por causa de estranhos relacionamentos virtuais.
É interessante essa interação, mas nada substitui o contato humano, o olho no olho.
As pessoas relacionam-se com o mundo, mas não conseguem elaborar e alimentar um ótimo relacionamento dentro da própria casa.
O mundo virtual, permite que a pessoa represente um personagem que ela sonha ser, e que na realidade não é.
No mundo virtual a mulher feia fica linda, o estúpido torna-se inteligente, o gordo fica magro, e vai por ai a fora, até onde a imaginação permitir.
Em casa não conversamos com os que vemos, no mundo virtual, somos amáveis com quem mal conhecemos.
No mundo virtual tudo é bonito, no mundo real as coisas são mais difíceis.
No mundo virtual nós deletamos os que nos incomodam, já na vida real, somos obrigados a aturar os parentes difíceis.
Maridos traem esposas virtualmente, não se dá conta de que trai a si próprio, enganando-se, crendo-se feliz.
Esposas traem maridos, continuam a sonhar com um príncipe, pois, o marido verdadeiro tornou-se um grande e chato sapo.
No mundo virtual o introvertido transforma-se em tagarela virtual, o recatado em tarado, o enrustido se mostra tal qual é.
O violento transmuta-se em pacifico, o santo em pecador, o marginal em anjo, o anjo em profano.
Na verdade apesar das novidades tecnológicas, estamos procurando pessoas, procuramos gente, mãos, braços, abraços, beijos carinhos, mas acima de tudo, procuramos ouvidos e bocas.
Bocas que conversem conosco, ouvidos que nos ouçam.
Por mais que o virtual nos fascine, nada substitui o real, nada substitui o cheiro de gente, a presença das pessoas em nossa vida.
No virtual nós procuramos o real, o real que desejamos e que não encontramos.
O que podemos perceber nisso tudo, é a necessidade profunda que temos de aprender a nos relacionar.
Precisamos nos amar, isso é real, o resto é fuga.
Não podemos continuar a fugir de nós mesmos, a fugir das pessoas.





enviada por Adeilson Salles



28/01/2006 00:51
EM COMPANHIA DE SI MESMO

Dizem que o cúmulo da revolta é morar sozinho e fugir de casa.
A frase acima não deixa de ter sentido, pois temos dificuldades em nos mantermos em nossa própria companhia.
Muitas vezes quando nos vemos sozinhos com nossos pensamentos, afligimo-nos com as tormentas íntimas que experimentamos.
Remorsos, magoas, etc...
Quotidianamente temos que tomar decisões em nossa vida, e o grande problema é ter que assumir o resultado dessas escolhas.
Quando acertamos, ótimo, mas quando erramos ficamos com a batata quente nas mãos, obrigados a conviver com pessoas ou situações que detestamos.
Por isso é importante que em nossas escolhas, ouçamos sinceramente o nosso coração. Nada de afobação.
Nossas opções devem ser nossas opções, não a opção dos outros, porque depois teremos que conviver com nossa consciência. Ou seja, estamos condenados a viver em nossa própria companhia, e cá pra nós, às vezes não somos flor que se cheire.
Por que violentar a nós próprios?
Mesmo que nossa escolha cause espanto naqueles que convivem conosco, não devemos nos acovardar diante da vida.
Todas as vezes que procuramos agradar aos outros, desagradamos a nós mesmos.
Conheço uma pessoa que passou grande tempo agradando o marido, depois de muitos anos ela descobriu que também tinha vontades.
Quando manifestou seu desejo ao esposo, ele assustou-se, não estava acostumado a conviver com alguém que pensasse, que fizesse escolhas.
Devemos dizer não quando sentimos vontade, e sim com a mesma intensidade.
Uma outra amiga, nunca fazia nada sem o marido, dependia dele para tudo, não buscou realização íntima e profissional, passou vários anos dependendo dele até para comprar suas calcinhas. No dia em que decidiu se fazer respeitar, não deu mais tempo, já estava velha e morreu sem nunca realizar um único sonho, nem mesmo escolher a cor das suas calcinhas.
Um outro caso é o do funcionário que só fazia as coisas que o chefe mandava, hoje ele é ex-funcionário, pois perdeu o emprego por falta de iniciativa.
São tantas as situações, que chega a nos assustar o numero de pessoas infelizes, que não tem coragem de fazer escolhas.
Não fazer escolhas, significa não decidir a vida que se deseja ter.
Nossas escolhas, certas ou erradas, nos facultarão, o aprendizado que necessitamos.
O fato é, devemos escolher conforme o nosso coração, porque do contrário, estamos condenados a viver insatisfeitos e em nossa própria companhia, e nós sabemos o quanto gostamos de se queixar, já pensou?



enviada por Adeilson Salles



25/01/2006 11:57
RECADOS DO CÉU

Quando os problemas se acumulam e sentimo-nos impotentes para resolver essa ou aquela situação, é importante que façamos uma pausa para refletir e estabelecer prioridades.
Por vezes os joelhos parecem dobrar diante do peso das provações, os olhos marejam e ficamos a indagar intimamente: “O que fazer?”
Existem momentos em que tudo parece ruir.
Quando o desespero nos buscar, arremessando-nos nos despenhadeiros da desesperança procuremos apascentar nosso coração guardando paciência.
Ter paciência não significa que tenhamos que chorar abraçados a ociosidade.
Devemos cultivar a paciência operosa, lutar mantendo a fé.
Se nossos olhos não forem turvados pela revolta diante de situações adversas, que certamente tem muito a nos ensinar, conseguiremos enxergar a saída.
Deus sempre nos manda recados através das situações, e das pessoas com as quais convivemos.
No momento das turbulências, em que o mar das provações encontra-se com as águas buliçosas devemos estabilizar a nau pelo esforço íntimo da oração.
Não a oração repetitiva, decorada, mas a prece em que desnudamos nossa alma ao Criador.
A prece é antes de tudo, uma maneira de modificarmos nosso comportamento mental diante das lutas perturbadoras.
Em determinados momentos da vida, nossa mente é bombardeada por pensamentos desagradáveis que são promovidos pela nossa própria limitação, ou por mentes desencarnadas desajustadas.
É imprescindível e salutar para nossa vida o hábito da oração.
Orar é medicamento poderoso para a alma enferma.
Toda e qualquer dificuldade trás em si um novo aprendizado.
Toda e qualquer dificuldade trás com ela o socorro divino, não duvide que Deus fala com você nos momentos de aflição.
Na hora da dor o telefone toca, é um amigo querido a lhe requisitar o concurso fraternal.
Na hora da dor o filho amado vem e lhe abraça, revelando no gesto o amor que lhe tem.
Na hora da dor alguém manda uma mensagem, a página singela parece ter sido escrita para você.
Na hora da dor o rádio toca uma canção, a música chega aos seus ouvidos como suave carinho, lembrando a você que muitos lhe amam.
A vida manda repetitivos recados em todos os momentos, nos exortando ao bom animo.
Infelizmente muitos não ouvem os recados do céu, elegendo-se voluntariamente sofredores sem esperança.
Para esses o céu envia o maior dos recados, a dor que educa.
Para alguns a dor é poderoso recado para uma mudança de rumo, para outros a dor ao longo do tempo atua como precioso despertador.
Mas seja qual for a situação, Deus sempre nos envia recados do céu.


enviada por Adeilson Salles



23/01/2006 23:40
RETRATO DE UMA FOTOGRAFIA

Remexendo naquelas caixas de documentos que costumava guardar, sobre o guarda roupa, senti-me saudoso ao me deparar com um álbum de fotografias.
Lembranças afloraram; naquelas fotos ficaram gravados, instantes pretéritos.
A vida é extremamente dinâmica. Tudo muda, nós somos mutantes.
Peguei aquele registro de imagem e contemplei o rosto do meu filho ali estampado. Dei-me conta, de que certamente naquele momento ele estava em algum lugar, descobrindo a vida e descobrindo-se.
O tempo passou, e cá estou, experimentando a orfandade dos próprios filhos.
Nossa condição evolutiva turva as nossas vistas, e não nos deixa enxergar, que “nossos filhos, não são nossos filhos”; assevera o profeta Kalil Gilbran.
Já não compro mais hambúrgueres, ele já esta na fila da vida aprendendo qual é o hambúrguer mais importante.
Hoje, aprendo com ele.
Observo aquela maneira peculiar de agir, e me rendo à verdade de que ele tem uma bagagem espiritual que não posso mensurar, pois não fui eu que lhe dei.
Antes de ser meu filho, ele é filho de Deus.
A foto em minhas mãos..., e meu filho na moldura do mundo.
A imagem congelada entre meus dedos, e ele, movimentando a própria vida.
As cores da foto amarelando-se, e ele, cada vez brilhando mais, refletindo as cores do amor de Deus.
Não posso continuar chamando-o de meu, ele não me pertence.
Ele é da vida, ele é a vida...; apenas filho!
Ele é a maior demonstração da confiança que Deus depositou em mim.
O bem mais valioso que o Criador emprestou-me. A jóia que enfeita meus dias.
A foto em minha mão e meu filho voando... A voz não é a mesma, tem firmeza e opinião.
Os anseios dele são os mesmos que os meus; ser feliz, vencer na vida...
Nós e nossos filhos somos espíritos; filhos do Espírito Deus.
Eles estão filhos, amanhã estarão pais! Alhures; estarão avós.
Filhos..., pais..., irmãos..., avós..., primos..., várias gradações do amor, para aprendermos a amar.
Em um instante, chego a temer por ele, o mundo... a violência..., a vida...
No entanto reconfortado recordo-me, que todos os pais do mundo certamente tem a fotografia dos filhos emolduradas em seus corações.
Este planeta é uma escola, e Deus, por tanto amor, matriculou-nos aqui; ser pai, filho, mãe ou irmão são estágios experienciados pelo espírito, em busca da própria evolução.
A foto apenas registra, um instante na eternidade da alma.
Somos todos filhos de Deus.

Adeilson Salles




enviada por Adeilson Salles



20/01/2006 01:36
AS BARREIRAS QUE UNEM

A dificuldade de estabelecermos limites em nossos relacionamentos é seguramente um obstáculo a nossa felicidade.
Isso acontece até nas relações conjugais, quanto mais, nas relações de amizade.
Acontece com freqüência nas relações de amizade, principalmente quando estamos frágilizados, de não delimitarmos o território que desejamos ver respeitado pelos outros.
Permitimos que as pessoas penetrem em nossa vida de tal maneira, que tornamo-nos muito vulneráveis.
Esquecemo-nos que todas as pessoas tem dificuldades, e que, imperfeitas como nós, também erram.
Nos relacionamentos conjugais, se os limites não forem estabelecidos um dos dois se submeterá, muitas vezes por livre vontade, ao domínio e dependência psicológica do parceiro.
Nas relações de amizade ocorre o mesmo, é preciso estabelecer limites claros, para depois não acusarmos os outros de traição. A sabedoria popular afirma que: “tudo que é demais faz mal”.
O fato de gostarmos de alguém deve nos levar a preservar esse relacionamento através do estabelecimento de pontos de segurança, a falta de limites estabelecidos em qualquer relação, mais cedo ou mais tarde, irá levar tal relacionamento a deterioração emocional.
As relações afetivas de qualquer natureza precisam ser cuidadas, como jóias preciosas.
É necessário amadurecermos estes conceitos interiormente, estabelecer limites não significa que aja falta de confiança das partes, mas sim, uma independência necessária e salutar.
Os relacionamentos mais duradouros vencem o tempo, justamente pelo respeito à individualidade inalienável, direito de cada ser.
Muitos não conseguem estabelecer, saudáveis barreiras psicológicas em seus relacionamentos, com isso tem sua privacidade invadida nos momentos que menos desejam, ou tornam-se reféns emocionais voluntariamente.
O casamento, por exemplo, passa por várias fases, mas a mais difícil delas é aquela em que o casal não consegue enxergar a individualidade de cada um como tempero diferente, que se aceito, ira contribuir para o amadurecimento e conseqüente crescimento da relação.
Casamento significa, respeitar, combinar, casar as individualidades diferentes sem violentá-las.
O tempo vai passando e felizmente a cultura de que todo casal tem o cabeça, está sendo deixada de lado, pois todo casal deve ter duas cabeças, cabeças diferentes, para a equânime felicidade dos dois.
O tempo dos holocaustos domésticos está fadado a terminar um dia, as mártires do lar estão diminuindo, está crescendo o numero de pessoas conscientes, aquelas que tem a coragem de dialogar, de lutar por sua opinião.
Quando não existe respeito nos relacionamentos, dia virá em que teremos no mundo, mais um infeliz.





enviada por Adeilson Salles



17/01/2006 17:29


A rosa que enfeita e embeleza
Que exala doce perfume
Não prescindi na sua vida
Do convívio com o estrume

Queixamo-nos das dificuldades que a vida nos apresenta.
Reclamamos em demasia de todo e qualquer problema.
Alegando legítima defesa, perdemos tempo, acusando este ou aquele pelo nosso fracasso.
Em uma sociedade que incita os homens ao consumismo exacerbado e a competição desmedida, as lutas são inglórias.
Todavia, não nos cabe desistir de nossos objetivos.
Do lodo medram os lírios.
Após longa madrugada, sempre chega um novo amanhecer.
Após a tempestade, a natureza se mostra cada vez mais bela.
Ninguém passa pela vida sem experimentar as lutas para o próprio burilamento.
Mesmo com estrume no pé, a roseira não deixa de embelezar o jardim com mais e mais rosas.
Cada rosa esparzi seu aroma.
Quando detemos nossa marcha para retirar o estrume de nosso pé, arriscamo-nos a sujar as mãos e o coração.
O estrume em nossa vida pode ser chamado dor.
A dor sempre tem função educativa.
Não podemos nos permitir ficar inermes diante das dificuldades.
Tal qual a flor que encanta e perfuma, devemos seguir adiante, por mais estrume no pé.
Tudo na natureza cumpre papel fundamental na programação evolutiva do universo. Não estamos no mundo a passeio, viemos a trabalho, estamos aqui para aprender.
Adubados pela dor, dia virá, em que poderemos exalar o perfume do verdadeiro amor.
A rosa ainda nos ensina, que mesmo em meio a espinhos é possível embelezar o mundo.
Por isso, sigamos adiante!
Diante dos espinhos da calúnia, sigamos trabalhando.
Diante dos espinhos da inveja, sigamos servindo.
No jardim de Deus, somos as rosas pequeninas esquecidas de nosso perfume intimo e imortal, o perfume do amor.
Não murche frente às dificuldades, floresça, exale seu aroma, encante, embeleze.
Não se deixe despetalar pela preguiça.
Não permita que sua dor se transforme em dor nos outros.
Não podemos prescindir do estrume para nossa felicidade.
Mesmo com lágrimas nos olhos, não desista, esse pranto irá regar seu coração fazendo nascer novas pétalas de esperança.
A cada novo amanhecer, viremo-nos para o sol e bendigamos o Divino Jardineiro que nos plantou exatamente no jardim que devemos embelezar.
E quando a tempestade cair e o medo quiser brotar em nosso coração, bendigamos a chuva, que benfazeja, virá cumprir seu papel no capitulo da nossa renovação.
Ao fitar uma rosa não nos esqueçamos:

A dor é para o homem
O que o estrume é para a flor
Adubo para o crescimento
Para vitória do amor











enviada por Adeilson Salles



16/01/2006 22:36

enviada por Adeilson Salles



16/01/2006 19:25
O asseio pessoal é fator importante para nossa apresentação onde quer que estejamos.
A apresentação conta muito em todos os setores da atividade humana. Na busca de um emprego, na escola, no trabalho, etc...
Não podemos decurar dos cuidados que o corpo físico necessita, afinal, nosso corpo é nossa primeira habitação no mundo.
O que aconteceria se um centro cirúrgico não apresentasse as condições de assepsia adequadas?
Quais as conseqüências para um restaurante, se sua cozinha não fosse limpa quotidianamente?
Como iríamos transitar nas ruas se a coleta de lixo não acontecesse?
Se nossa casa não passasse pela faxina semanal, certamente não apresentaria condições de habitação.
Tudo isso é verdade, mas, precisamos atentar para um outro tipo de limpeza que temos muita dificuldade em realizar.
Trata-se da faxina mental, a limpeza psíquica, o cuidado com a mente.
Atordoado pela vida moderna, o homem permite que vários detritos psíquicos se amontoem não restando espaço para a paz, tão necessária para uma vida mais feliz.
Esquecemo-nos que o corpo sempre repercute, o estado de lucidez ou enfermidade do espírito que está domiciliado temporariamente nele.
Todo pensamento edificante aciona células neuro-transmissoras que produzem enzimas benfazejas, capazes de proporcionar o bem estar físico.
Pensamentos tormentosos desejos angustiantes, ao contrário, levam o homem a intoxicar-se de enzimas que provocam o desconforto emocional e a conseqüente infelicidade.
A dona de casa operosa, sempre lança mão de produtos de limpeza que lhe permitem manter o lar higienizado para que a família desfrute de uma vida mais saudável.
O produto para limpeza mental, mais eficaz contra as bactérias e micro organismos energéticos criados por nosso pensamento invigilante sem dúvida nenhuma é a oração.
Não aquela fórmula milagrosa e repetitiva ditada por muitos religiosos. Precisamos desmistificar a oração, a prece é acima de tudo o silêncio em nós mesmos, para que possamos tirar o lixo psíquico de baixo do tapete e varrê-lo para fora de nossa mente.
A prece é antes de tudo, abrir a boca da alma para os ouvidos divinos.
A prece é a conversa intima que todos podemos ter com o Criador, sem a necessidade de nenhum religioso como representante.
Orar é mudar de canal, deixar a tormenta e experimentar a calmaria.
Para isso, quando em oração, não precisamos de demonstrações exteriores, se não conseguirmos silenciar nossa alma não aludiremos o êxito anelado.
Assim como nos higienizamos fisicamente para as lutas de cada dia, é fundamental que façamos a assepsia nas horas mais difíceis através de um estado mental mais elevado; orando.
Existe um brocardo popular que diz: “Por fora bela viola, por dentro, pão bolorento”.
Esqueça-se dos faxineiros contratados, essa é uma casa que só nós possuímos a chave.
Ore, trabalhe e seja feliz!

Adeilson Salles
enviada por Adeilson Salles



16/01/2006 11:16
“Berço e túmulo são simples marcos de uma condição para outra. Somos responsáveis por nossa tragédia e por nossa glória”.
Chico Xavier / Emmanuel

O que fazer quando a morte se apresenta no seio familiar?
Como contemplar o berço vazio, pois outrora os sorrisos inocentes enfeitavam os dias maternos.
Aquele lugar a mesa está desocupado, o que fazer na falta do paizinho inesquecível?
E aquele jovem que esbanjava saúde, por que a morte é tão cruel?
E a orfandade materna tão cruel para todos os corações, como lidar com a ausência daqueles que amamos?
Quando a morte se apresenta, a primeira sensação é de total incredulidade, sempre acreditamos que isso só acontece com as famílias alheias.
O sentimento de vazio, muitas vezes acompanhado de revolta e perplexidade, só nos faz naufragar em meio à própria impotência diante de tão dura realidade.
Muitos morrem para a vida, junto com o ente querido que acaba de partir, outros se arrojam em depressões terríveis abdicando de si mesmos, abandonando-se.
Alguns mais, alegando que a vida não vale mais a pena, entregam-se aos desajustes do vício crendo-se os únicos sofredores sobre a Terra.
Raros são aqueles que conseguem lidar com este fenômeno natural de maneira equilibrada.
Todos sofremos, quando do passamento de quem quer que seja.
Se pudéssemos ouvir o clamor daqueles que partiram, quando junto com o corpo deles, enterramos também a nossa própria vida, ficaríamos surpresos.
Aqueles que nos antecederam na grande viagem nos pedem vida e não morte.
É comum sepultarmos junto com os restos mortais dos entes queridos todas as nossas melhores lembranças, isso está errado.
As vozes ecoam no além nos pedindo para viver e amar cada vez mais.
A única maneira de demonstrarmos amor pelos que partiram é dar a eles o nosso equilíbrio, através das vibrações de amor oriundas de nossos corações.
Por mais que as lágrimas nos envolvam no inconformismo, vibremos sempre o melhor declarando nosso amor aos que partiram através da nossa gratidão ao Criador, por ter convivido e aprendido com essas criaturas.
As melhores lembranças podem gerar as mais confortadoras lágrimas, mas o pranto de revolta é como um chicote voraz a castigar os corações amados que não podemos mais enxergar com os olhos carnais.
Quando a saudade apertar, abrace seu ente querido através da oração.
Com equilíbrio e paz interior, certamente a Misericórdia Divina permitirá que através dos sonhos possamos nos encontrar para minimizar a saudade.
Berço e túmulo são portas abençoadas para nossa evolução.

Adeilson Salles
enviada por Adeilson Salles



16/01/2006 11:15
Salvadores Modernos

“Não creia em salvadores que não demonstrem ações que confirmem a salvação de si mesmos”.
Chico Xavier / Emmanuel

O que mais observamos nos dias de hoje, é a proliferação de homens que se auto intitulam representantes de Deus na Terra.
Como a multidão dos miseráveis sofredores aumenta a cada dia, mais a quantidade dos supostos eleitos se propaga.
E isso ocorre, independente de rótulos religiosos, expertos existem em todas as religiões.
As dificuldades na vida são inúmeras, a competição para se conseguir um bom emprego é grande, a intranqüilidade é geral.
Será que todas as adversidades da vida moderna, representam um castigo da Divindade para com seus filhos?
Ou será que o mundo está desse jeito por causa do nosso egoísmo exacerbado?
Tudo o que o homem não compreende, ele outorga como fato sobrenatural.
Será que existe um homem sobre a Terra que verdadeiramente possa ser encarado como representante de Deus?
Quando sofremos temos enorme dificuldade em raciocinar, em compreender os mecanismos educativos da vida.
É justamente nos momentos mais difíceis que estamos suscetíveis e vulneráveis aos falsos profetas da modernidade.
Deus não criou seus filhos para a dor, muito menos, para segregá-los em pecadores e escolhidos.
A inteligência suprema causa primeira de todas as coisas, jamais criaria um ser voltado ao mal.
E muito menos se comprazeria em escolher alguns filhos em detrimento de outros. Esse pensamento é uma ofensa a mais primária inteligência, e se curvar a ele significa afirmar que Deus é imperfeito.
O homem sempre interpreta tudo conforme seus interesses.
Para dominar outros homens, alguns afirmam que só o “Deus” deles salva, lamentável.
É mais fácil acreditar em um Deus com sentimentos parecidos com os nossos, do que crer em um Deus de amor e compaixão, sentimentos esses que ainda não cultivamos dentro de nós, conseqüentemente não sabemos o que significam.
Tudo o que o homem acredita tem o traço da sua própria imperfeição.
É muito difícil para alguns religiosos acreditarem em um Deus misericordioso para com todos os homens, pois eles não sabem ter misericórdia com os diferentes.
Ainda não sabemos o que é o amor, para compreendermos um Deus de amor.

Adeilson Salles
enviada por Adeilson Salles



16/01/2006 00:52
Fidelidade

Em favor de sua paz, conserve fidelidade a si mesmo. Lembre-se que no dia do Calvário, a massa aplaudia a causa triunfante dos crucificadores, mas o Cristo, solitário e vencido, era a causa de Deus.

André Luiz

As alegrias da alma só podem ser vivenciadas, se nos mantivermos fiéis aos mais nobres propósitos que acalentarmos em nosso coração.
Por isso é imprescindível a fidelidade a nós próprios, e a perseverança em nossos ideais.
As mais belas construções demandam tempo para serem erigidas.
Isso no campo das conquistas materiais, e na aquisição de virtudes.
Em nossa jornada pelo mundo, nos defrontamos com determinados obstáculos que devem ser enfrentados como degraus preciosos para nossa ascensão.
Passamos por determinadas situações, que nos remetem ao pensamento de André Luiz no texto acima.
Às vezes sentimo-nos solitários no enfrentamento das turbulências no mundo, entretanto, se prestarmos atenção, poderemos constatar que uma força invisível nos sustenta, fazendo com que superemos os momentos mais difíceis.
Quantas vezes já não nos sentimos angustiados, seja no núcleo familiar, ou nas atividades profissionais?
Certamente já ficamos do lado contrário da multidão, isso nos fez sofrer.
Observar pessoas caras ao nosso coração, do lado contrário ao que estamos é deveras doloroso.
Mas se nossas escolhas foram norteadas pelo crivo: “não devo fazer aos outros, o que não quero para eu”, não temos motivos para arrependimentos, mesmo que o mundo tenha se voltado contra nós.
Se ao contrário, nossas atitudes prejudicaram a quem quer que seja, devemos ser honestos e aceitar recolher o ônus dos nossos equívocos.
A fidelidade aos nossos ideais é garantia de paz em nossa alma.
As torturas impingidas pela dor, as decepções experimentadas no dia a dia, as pedras arremessadas pela maledicência não podem nos afastar do nosso objetivo.
Se a menor contrariedade nos levar a desistir de nossos propósitos, é sinal claro de na verdade não estávamos seguros de nossos projetos.
Lembremo-nos que é muito difícil lograr a vitória em grandes projetos, as valorosas realizações trazem junto a elas, obstáculos a serem superados.
Na realização de nossos sonhos, não nos esqueçamos, é imprescindível a determinação e a fidelidade.
Jesus mesmo abandonado, não hesitou em manter-se fiel a si mesmo, conseqüentemente a Deus.

Adeilson Salles





enviada por Adeilson Salles



16/01/2006 00:50
Vivo como quero, ou como querem?

Embora o homem venha conquistando ao longo dos séculos, um avanço tecnológico excepcional, nada parece ser suficiente para acalmar seu coração, e ele segue sua jornada vivenciando conflitos íntimos terríveis.
O homem é capaz de bombardear o núcleo do átomo.
Mas não logra implodir o próprio orgulho.
O homem com a ajuda de equipamentos modernos é capaz de mergulhar a grandes profundidades no oceano.
Não obstante, não implementa o grande mergulho em si mesmo, e não passa de ilustre desconhecido de si próprio.
O homem lança sondas espaciais de encontro aos cometas, com o desejo de estudar a constituição íntima da matéria, visando descobrir a origem do universo.
Todavia, tem enormes dificuldades em abraçar seu semelhante.
Somos criaturas paradoxais, desejamos conquistar o mundo, mas somos incapazes de realizar as grandes conquistas afetivas, que certamente nos levariam a experimentar a paz.
No campo afetivo, temos mais facilidade em aceitarmos a opinião dos outros, do que a dos nossos familiares.
Com os outros a paciência, com a família a contenda.
Com estranhos a educação, com a família a irritabilidade.
A vida está difícil, ninguém dúvida das grandes transformações pelas quais a humanidade passa.
Precisamos reavaliar as nossas atitudes, é fundamental que iniciemos o mergulho intransferível e inadiável em nosso ser.
Não podemos continuar vivendo a vida, como reféns dos fatos que acontecem a nossa volta.
Viver a vida através dos fatos gerados pelos outros, é viver de forma alienada com relação a si mesmo.
Nossa vida deve ser determinada pelos acontecimentos gerados a partir de nossas escolhas e decisões.
Somos os construtores de nosso destino, estamos construindo a nossa vida? Ou os outros é que determinam nossa forma de viver?
Urge que nos auto conheçamos.
Como estou reagindo diante desse ou daquele acontecimento?
Minhas opiniões são minhas mesmo, baseadas em minha capacidade de pensar? Ou eu sempre opino de acordo com os critérios alheios?
Minhas respostas aos fatos que acontecem, são determinadas pela emoção, ou pela razão?
Sou mais instintivo, ou racional?
Buscar o equilíbrio entre esses aspectos comportamentais nos facultará, uma melhor qualidade de vida.
Não adianta conquistar o espaço, sem antes se auto conhecer.
Pessoas há que passam pela vida sem viver, pois transitam pelo mundo, como reféns das escolhas alheias.
Afinal, eu escolho a vida que quero ter, ou os outros escolhem como devo viver?
Adeilson Salles







enviada por Adeilson Salles



16/01/2006 00:48
Grades invisíveis

Podemos ser livres, ou prisioneiros de nós mesmos.
A nossa vida é o resultado, de nossos mais ínfimos pensamentos.
Tudo o que pensarmos tornar-se-á, construção de trevas ou luz, de acordo com os interesses que alimentamos.
Desta forma, nossa mente pode ser um cárcere tormentoso, ou um campo fértil para a realização dos nossos mais felizes sonhos.
A felicidade é conquista íntima, que nasce em nós, através da paz em nosso espírito.
Já o mal que nos obstaculiza o crescimento e que nos leva as lágrimas, tem o tamanho que damos a ele.
Quantas vezes, já não fomos prisioneiros da mágoa e das lamentações exacerbadas?
Permitimo-nos ficar atrelados a situações pretéritas, que só nos fazem reviver dramas lamentáveis que deveriam ser esquecidos.
Essas criações mentais são alimentadas pelo rancor, e pela falta de perdão. Funcionam como algemas poderosas, e quanto mais remoemos mentalmente situações passadas, mais nos sentimos aguilhoados a dor.
Por mais que tenhamos sofrido com o que quer que seja, devemos nos libertar desse verdadeiro calabouço mental, que nos impomos voluntariamente.
É certo, que muitas coisas são difíceis de se esquecer, mas quanto antes implementarmos uma renovação mental, mas depressa experimentaremos a libertação das amarras da dor.
O tempo é de libertação, e a verdadeira liberdade deve começar a partir de nossa mente.
Quantas lágrimas não foram derramadas e represadas mentalmente por nossa imaginação fértil, sempre mancomunada com o lado treva de tudo e de todos.
Quantas quedas não nos infringimos, por querer dos outros, aquilo que os outros não nos podem dar?
Desejamos sempre que as coisas se renovem, não obstante, não permitimos que a renovação floresça a partir do nosso coração.
Se estivermos alimentando diariamente, os mesmos pensamentos tormentosos, é melhor que tomemos cuidados, pois estaremos erguendo grades vigorosas em nossa mente.
Somos o que pensamos, portanto, pensemos no bem, para que o bem se faça em nossa vida.
O quanto antes modificarmos nosso panorama mental, mais depressa quebraremos as algemas que nos infelicitam.
O sofrimento que experimentamos pode estar se prolongando porque nós o estamos alimentando, representando o papel de coitadinho.
A auto-piedade é o caminho mais curto para a depressão.
Quebremos o cárcere mental que criamos para nós, através do trabalho incessante da nossa renovação íntima.

enviada por Adeilson Salles



16/01/2006 00:44
Síndrome do Fantástico

A vida é uma grande viagem, e durante nossa caminhada, muitas coisas acontecem.
Nem sempre temos bom ânimo para seguir adiante. Precisamos observar com cuidado os sinais que a vida nos envia para podermos corrigir o rumo, do contrário, sofrimento a vista.
Vejamos: Acordar pela manhã e não ter coragem de iniciar um novo dia.
Sentir-se angustiado no domingo à noite, com raiva da segunda feira.
Não sentir prazer em estar ao lado da esposa (o).
Não fazer as coisas com prazer de realizá-las.
Estes são pequenos sinais de que as coisas não vão bem em nossa vida.
Mas o que está acontecendo?
Será que não abandonamos os nossos sonhos e passamos a sonhar os sonhos alheios?
Cada ser carrega em si a crença no que julga ser a felicidade, quando os sintomas citados acima são constantes em nossa vida, é certo que algo está errado.
Mas o que está errado? Precisamos ser honestos e admitir que fomos nós que nos abandonamos pelo caminho. Neste caso é melhor dar uma paradinha para uma avaliação.
Nada pode ser mais importante na vida de qualquer pessoa do que seus sonhos, do que sua crença na felicidade.
O abandono de si mesmo implica em baixa estima, podendo mesmo, descambar para a auto piedade, isso é péssimo.
Uma pessoa que não tem sonhos a realizar torna-se um espectro de ser humano, não vive. O pior, é que passa a portar-se como um autômato, insensível e perdido.
Como nossa vida é uma grande viagem, não podemos deixar de observar os sinais do caminho.
Sob pena de andarmos pela estrada errada.
Não se pode ter medo de mudar o rumo, afinal, queremos ou não a felicidade?
E a danada da felicidade só pode ser encontrada a partir de nós próprios, não tem jeito.
Sentir angustia no domingo à noite, a famosa crise que dá depois do Fantástico, é um péssimo sinal de que realmente estamos andando por outra estrada, a que nos faz infeliz.
Talvez, necessitemos mudar alguns hábitos, transformar a rotina. Perceba, que as mudanças necessárias não implicam em se ter algum dinheiro.
Que moeda pode ser mais valiosa do que o nosso sorriso?
Não existem pessoas abastadas com o coração vazio?
O mais interessante a se notar nessa nossa reflexão, é que a nossa felicidade depende única e exclusivamente de nós mesmos, de mais ninguém.
Se a situação intima é de insatisfação, o mal está em nós e não nos outros.
É tempo de iniciarmos uma grande faxina em nossa alma, em nosso modo de ser.
Tomemos cuidados com as pessoas que falam de maneira contumazes da vida alheia, é possível que essas pessoas alimentem um lado nosso que não temos coragem de admitir existir.
Precisamos voar, e para voar a alma necessita de leveza, com isso, deixemos de lado as mágoas passadas, são cargas desnecessárias a nos impedir o vôo.
Adquiramos o hábito da leitura, é muito bom ler de tudo, retendo apenas o essencial. Não leia apenas livros espíritas, leia literatura de uma maneira geral.
Escolha melhor o que você assiste na TV, não se esqueça que a televisão tem o poder de facilitar a instalação de processos obsessivos desagradáveis, devido a sua capacidade de hipnose.
Esse processo ocorre de maneira imperceptível.
Mas a principal medida que devemos tomar, para voltar a estrada que desejamos é: ouvir o nosso coração. Para que o final de domingo, seja o prenúncio de uma esperada segunda feira, é necessário voltar a sonhar os nossos sonhos.
Adeilson Salles



enviada por Adeilson Salles






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